Antonio Carlos Roque da Silva Filho

Natural de São Paulo-SP (1963), Antônio Carlos Roque da Silva Filho (nome em citações científicas, Antônio C. Roque) formou-se em física pela Unicamp em 1985. Concluiu mestrado em física na mesma universidade (1987) e fez doutorado em ciência da computação e inteligência artificial na Universidade de Sussex, Inglaterra (1992). Em 1993, ingressou no Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP onde atualmente é professor associado. Em 1996, fundou e coordena desde então o Laboratório de Sistemas Neurais (SisNe), que é um laboratório de pesquisa pioneiro na América Latina em neurociência computacional. Suas atividades de pesquisa cobrem desde a modelagem biofisicamente detalhada de células nervosas até a modelagem de redes de neurônios compostas por dezenas de milhares de células modeladas de maneira mais abstrata. Outra ação importante e pioneira do Prof. Roque foi a criação em 2006 da escola bienal “Latin American School on Computational Neuroscience” (LASCON), que tem contribuído significativamente para a formação de pesquisadores em neurociência computacional no Brasil e na América Latina. Atualmente, o Prof. Roque é também pesquisador principal e coordenador de transferência tecnológica do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática da FAPESP (NeuroMat).

Área de Pesquisa:

Em Neurociência Computacional, as atividades do SisNe estão voltadas para a construção de modelos computacionais biologicamente plausíveis, isto é, com alto grau de realismo biofísico e bioquímico, dos sistemas sensoriais, desde os receptores na periferia do corpo até as áreas de representação corticais, para usá-los como ferramentas para o estudo in silico de mecanismos de processamento de informação, fenômenos de plasticidade e patologias em cérebros de indivíduos adultos. Maiores detalhes sobre as atividades do SisNe nesta área podem ser encontrados em publicações científicas.

Em Informática Biomédica, o objetivo é mais voltado para a pesquisa aplicada e visa desenvolver sistemas computadorizados envolvendo redes neurais artificiais para o processamento de dados biomédicos - clínicos, laboratoriais, sinais e imagens - visando auxiliar profissionais de saúde em sua tarefa de tomar decisões clínicas. Esta linha envolve o desenvolvimento do Sistema Lepidus e de outros sistemas cujos detalhes também podem ser vistos em publicações científicas.