Celso Teixeira Mendes Junior

Possui graduação (1998) em Ciências Biológicas (FFCLRP-USP), mestrado (2001) e doutorado (2005) em Genética (FMRP-USP) e pós-doutorado (2007) junto ao Departamento de Clínica Médica (Divisão de Imunologia Clínica) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP). Atualmente é Professor Associado da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP), sendo responsável pelo Laboratório de Pesquisas Forenses e Genômicas (LPFG). Tem experiência na área de Biologia Molecular e Genética, com ênfase em Genética de Populações, Genética Humana e Genética Forense, atuando principalmente nos seguintes temas: polimorfismos genéticos, sequenciamento de nova geração (NGS), estudos de associação caso-controle, ancestralidade genômica, pigmentação humana, fenotipagem forense por DNA, cromossomo Y, DNA mitocondrial e HLA (Antígenos Leucocitários Humanos).

Área de Pesquisa:

A linha de pesquisa do Laboratório de Pesquisas Forenses e Genômicas (LPFG) consiste no estudo da diversidade genética de populações humanas. Se baseia no estudo de diversos tipos de marcadores genéticos (SNPs, indels e microssatélites), não só em populações brasileiras, como também a partir de bancos de dados genéticos globais. Os trabalhos produzidos ao longo destes últimos anos se enquadram em quatro áreas de pesquisa principais: ancestralidade genômica, susceptibilidade a doenças, identificação humana por DNA e fenotipagem forense por DNA.
Estas quatro áreas temáticas estão fortemente interligadas. Os estudos envolvendo ancestralidade genômica e populações urbanas permitem avaliar a informatividade e aplicabilidade de marcadores genéticos convencionalmente empregados na área de identificação humana. Paralelamente, a aplicação do conhecimento de genética de populações e ancestralidade em estudos de associação caso-controle contribui para a identificação de genes que possam estar diretamente envolvidos nos processos patológicos de distúrbios multifatoriais. Já a fenotipagem forense por DNA consiste na busca por um conjunto de marcadores genéticos que proporcione informações fenotípicas, e que possa ser genotipado em material biológico encontrado em cenas de crime, contribuindo, assim, na produção de retratos-falados biomoleculares. Neste contexto, o foco do LPFG está no estudo da pigmentação da pele, olhos e cabelos.
Todos estes estudos envolvem a análise de dados em larga escala e estão atrelados a modernas técnicas que fazem uso de ferramentas da biologia molecular e da bioinformática, como o sequenciamento de nova geração e microarranjos de DNA.