Max Cardoso Langer

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Investiga a irradiação basal dos dinossauros, i.e.: quando, onde e de que forma se deu tal evento. Para isso, procura definir as inter-relações entre os três grandes grupos dinossaurianos (ornitísquios, sauropodomorfos e terópodos), tentando estabelecer a posição filogenética dos mais antigos membros do grupo (de aproximadamente 220 milhões de anos), tais como Staurikosaurus, Saturnalia (do sul do Brasil), Eoraptor, Herrerasaurus e Pisanosaurus (do noroeste Argentino). Mais especificamente, estuda a anatomia, biomecânica e filogenia Saturnalia tupiniquim, o mais completo dinossauro escavado do subsolo brasileiro e um dos mais antigos já encontrados no mundo. Este se trata do membro mais basal do grupo dos sauropodomorfos, que inclui os maiores organismos a caminharem na face da terra, tais como: Braquiosaurus, Apatosaurus e Diplodocus. Saturnalia era, entretanto, uma pequena forma onívora, com aproximadamente 1,5 m de comprimento e pesando pouco mais de 10 kg. Foi coletado em sedimentos triássicos dos arredores da cidade de Santa Maria, RS. Também tem estudado a anatomia e taxonomia de fósseis de outros grupos reptilianos coletados em sedimentos do Permiano e Triássico do Rio Grande do Sul, tais como rincossauros, dinocefálios, pareiassauros e protorossauros, envolvendo-se também no estudo de peixes (dipnóicos) e crustáceos (decápodes) do Permiano. Assim, há um grande interesse pela evolução biótica e paleoambiental da Bacia do Paraná durante o Permo-Triássico, que tem sido estudada à luz dos grandes eventos que se processaram em escala global no referido intervalo de tempo. Paralelamente, Max também realiza estudos mais teóricos acerca de filogenia e taxonomia, estando envolvido na discussão acerca da validade dos métodos de Taxonomia Filogenética (incluindo o PhyloCode), bem como no estudo de "super-árvores" filogenéticas (incluindo a construção da primeira superárvore dos dinossauros).