Arthur Henrique Cavalcante de Oliveira

Possui graduação em Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1997), mestrado em Bioquímica pela Universidade de São Paulo (2000) e doutorado em Biologia Celular e Molecular pela Universidade de São Paulo (2004). É Professor Doutor no Departamento de Química da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto (USP) desde outubro de 2005. Atua na área de Bioquímica e Biologia Molecular, investigando estrutura e função de proteínas, especialmente do protozoário parasita Leishmania. A caracterização dos alvos envolve análises proteômicas, a clonagem de seqüências codificadoras, mutação sítio-dirigida, caracterização bioquímica e biofísica , ainda, estudos de atividades funcionais , especialmente por avaliação da virulência com parasitas superexpressores das proteínas alvo. Ainda, dentro da linha de pesquisa de estrutura e função de proteínas, atua na caracterização de proteínas envolvidas na degradação de biomassa, desde a identificação por proteoma, clonagem expressão dos genes e caracterização bioquímica.

Área de Pesquisa:

O parasita Leishmania é o causador da leishmaniose. Essa doença afeta cerca de 12 milhões de pessoas, a maioria vivendo em países subdesenvolvidos. É considerada um problema de saúde mundial pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde). Os estudos bioquímicos e de biologia molecular podem ajudar no entendimento da biologia do parasita e, assim, colaborar para o combate à doença. A área de pesquisa do laboratório está direcionada para a identificação, clonagem e expressão dos genes e caracterização estrutural e funcional de proteínas do parasita protozoário Leishmania para a investigação de suas funções na relação parasita-hospedeiro. A estratégia geral envolve várias abordagens como a identificação de proteínas através de análise proteômica, purificação e caracterização de proteínas recombinantes e mutantes e expressão dos genes na forma promastigota transfectada do parasita.
Outra área desenvolvida no laboratório é o estudo toxinas de venenos de serpentes, especialmente, a Bothopstoxina I, uma fosfolipase homóloga A2 do grupo Lisina 49, do veneno de Bothrops jararacussu. Essa toxina, ao contrário das outras fosfolipases, possui um mecanismo ainda pouco conhecido de danificação de membranas que é independente de Ca2+ e sem hidrólise catalítica de fosfolipídios da membrana. Através de espectroscopia de fluorescência e dicroísmo circular da proteína recombinante e de mutantes, na presença de membranas artificiais (lipossomos), é feita a análise de mudanças conformacionais na estrutura da proteína durante a danificação da membrana para avaliar a importância de regiões da proteína no mecanismo independente do Ca2+.