Laura Tiemi Okano

Área de Pesquisa:

O Brasil é um grande produtor de biopolímeros como a celulose, polissacarídeo natural, biodegradável e reciclável. Sua estrutura básica é composta de 10.000 ou mais subunidades da D-glicose, ligados entre si através de uma configuração b (1®4) (Figura 1).


Figura 1. Estrutura química da celulose.

A presença de grupos hidroxilas torna-a bastante funcional, fazendo com que a celulose e seus derivados encontrem um vasto campo de aplicação em diversas áreas industriais (farmacêutica, alimentícia, têxtil etc). Atuam como auxiliares na solubilização e liberação de princípios ativos de drogas, controladores de viscosidade e na separação de compostos opticamente ativos.

Quando presentes em formulações, os derivados aquo-solúveis de celulose formam agregados biopolímero-tensoativo. Os aspectos estruturais físico-químicos desta agregação vêm sendo estudados através de várias técnicas como espalhamento de luz.

Um aspecto não explorado é a determinação quantitativa das velocidades de associação e dissociação de moléculas inseridas neste sistema. Desta forma, o objetivo da linha de pesquisa é o estudo da dinâmica de moléculas em derivados de celulose aquo-solúveis e em agregados biopolímero-tensoativo. Os aspectos estruturais desta interação são determinados por medidas de dicroísmo circular. A mobilidade do sistema é investigada por espectroscopia de fotólise por pulso de laser e fluorescência resolvida no tempo.