Yassuko Iamamoto

Área de Pesquisa:

Porfirinas sintéticas: metaloporfirinas como catalisadores, novos materiais, e aplicações - O grupo de Bioinorgânica do DQ-FFCLRP tem desenvolvido sínteses de porfirinas com diferentes arranjos moleculares. Uma das idéias consiste em mimetizar a natureza, que se utiliza de ferroporfirinas presentes em muitas biomoléculas importantes para a vida como o citocromo P-450, na catálise de processos oxidativos e desenvolver sistemas catalíticos eficientes para a oxidação seletiva de hidrocarbonetos. Um outro aspecto que tem despertado o nosso interesse é a síntese de porfirinas que poderão ser aplicadas como sensibilizadores na terapia fotodinâmica de câncer (PDT).
Metaloporfirinas (MeP) imobilizadas em matrizes inorgânicas: O desenvolvimento destes sistemas abre importantes estratégias para aplicações no metabolismo oxidativo de drogas e oxidação de poluentes. Estes catalisadores apresentam a grande vantagem de serem mais estáveis, e poderem ser recuperados e reutilizados. Os sistemas suportados permitem ainda que, além do iodosilbenzeno possam ser utilizados KHSO5 e H2O2 como oxidantes, adequados para sistemas aquosos, mais baratos e limpos:
Sistemas biomiméticos muito bons são obtidos suportando MeP em matrizes inorgânicas funcionalizadas, através de ligações coordenadas e/ou interações eletrostáticas. A sílica é bis-funcionalizada com imidazol (para coordenar a MeP ao sítio imidazólico) e/ou com grupos aniônicos ou catiônicos (para suportar eletrostaticamente MeP catiônica ou aniônica respectivamente).
Como híbridos orgânico-inorgânicos de MeP ligadas coventemente em matriz de sílica obtidos por processo sol-gel as metaloporfirinossílicas. MeP podem ser também encapsuladas em matriz de sílica por processo sol-gel. Condições são selecionadas para modular a atividade do sítio ativo funcionando como sítios ativos biomiméticos de enzima.
Estudo de metabolismo de fármacos é uma área que iniciamos recentemente em colaboração com a Profa. Pierina S. Bonato da FCFRP/USP. O melhor entendimento dos processos metabólicos permite uma avaliação adequada do efeito terapêutico e/ou tóxico e o melhor ajuste do regime de dosagem de um medicamento. Nesse tipo de estudo, é importante obter os metabólitos ativos dos fármacos em quantidades suficientes para a realização dos testes farmacológicos e toxicológicos.
Para tanto, algumas metaloporfirinas têm sido empregadas para mimetizar as funções do citocromo P-450, que é responsável pela metabolização in vivo da maioria dos fármacos.
Sínteses de novas porfirinas para estudos do seu potencial para TFD são realizadas e as atividades fotodinâmicas de diferentes porfirinas são comparadas. Estes estudos também estão sendo iniciados com a colaboração dos Professores Antônio Cláudio Tedesco, Osvaldo Antônio Serra desta FFCLRP/USP e com Rodrigo Jorge da FMRP/USP.
O grupo tem sido pioneiro na síntese de porfirinas e metaloporfirinas bem como a caracterização (UV-Vis, RPE, 1H RMN, etc.), principalmente assimétricas e sua aplicação em vários sistemas homogêneos e heterogêneos de catálise oxidativa. Temos investigado também os intermediários catalíticos quanto ao estado de oxidação e de spin do metal, além da presença de radicais no anel porfirínico através de UV-Vis e RPE à baixa temperatura. Tem mantido colaboração ainda com outros grupos de pesquisa tanto a nível nacional como por exemplo com os Professores Otaciro R. Nascimento do IFSC/USP, Antônio Gilberto Ferreira da UFSCar, Marilda D. Assis desta FFCLRP/USP, como a nível internacional com o Prof. John R. Lindsay Smith da Universidade de York no Reino Unido e com o grupo do Prof. José Cavaleiro da Universidade de Aveiro em Portugal.
Aliando a preocupação com o destino final dos resíduos químicos gerados nos laboratórios de ensino e pesquisa à nossa atividade docente, estamos iniciando uma linha de pesquisa que tem como objetivo estabelecer metodologias de descarte ou recuperação de resíduos gerados nestes laboratórios, estendendo o